Oposição vê ida de Lula ao palanque como sinal da impopularidade de Dilma Já os petistas apontam a presença como um reforço de luxo para a campanha. Análise do julgamento do mensalão gera críticas Pular para o conteúdo principal

Oposição vê ida de Lula ao palanque como sinal da impopularidade de Dilma Já os petistas apontam a presença como um reforço de luxo para a campanha. Análise do julgamento do mensalão gera críticas

Publicação: 30/09/2013 06:02 Atualização: 30/09/2013 08:02

Em entrevista ao Correio, Lula disse que fará campanha nos locais em que Dilma Rousseff não puder ir na busca do PT por mais quatro anos no Planalto (Luludi/Esp. CB/D.A Press)
Em entrevista ao Correio, Lula disse que fará campanha nos locais em que Dilma Rousseff não puder ir na busca do PT por mais quatro anos no Planalto


Brasília, Belo Horizonte e Recife - A disposição exibida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em atuar como cabo eleitoral da presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014 foi vista, entre os partidos que se colocarão no lado oposto da presidente na disputa pelo Palácio do Planalto, como uma demonstração de que ela não se reelegerá sem recorrer à popularidade do ex-presidente. “A Dilma, como candidata, não tem os atributos que o Lula tem”, avaliou o líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF) — um dos principais defensores do lançamento da candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), ao Palácio do Planalto. Ao Correio, Lula afirmou que queria ser a “metamorfose ambulante” de Dilma. “Estou disposto. Se ela não puder ir para o comício num determinado dia, vou no lugar dela. Se ela for para o Sul, vou para o Norte. Se ela for para o Nordeste, vou para o Sudeste”, disse o ex-presidente.

“Nem a economia está boa, como estava em 2010, nem a candidata Dilma tem a desenvoltura do ex-presidente Lula. Isso indica que teremos uma eleição difícil, que só será decidida no segundo turno”, avaliou Rollemberg. Líder do governo na Câmara, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) defendeu a atuação de Lula como cabo eleitoral de Dilma. “Quando ele se dispõe a participar da campanha, ele está reiterando a confiança que tem nela e no governo”, argumentou Chinaglia.



Principal expressão da ala do PT que tentou manter até o último minuto a aliança com o PSB de Eduardo Campos, Lula disse ter considerado “um erro” o rompimento do governo com a legenda de Campos. “Foi um prejuízo para a gente ter o PSB, e sobretudo o Eduardo Campos, do outro lado”, admitiu Lula, que defendeu a adoção de “regras de comportamento” durante a campanha para evitar o aprofundamento das fissuras entre PT e PSB. “Se a eleição não terminar no primeiro turno, poderemos ter aliança no segundo turno”, argumentou o ex-presidente.

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Mas, para o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, grande parte da responsabilidade pelo afastamento deve ser atribuída ao próprio partido da presidente Dilma. “O PT não teve a iniciativa, como partido da presidente, de procurar o entendimento. E acho que o presidente Lula podia também ter tomado mais iniciativa”, apontou Amaral, ex-ministro de Ciência e Tecnologia do primeiro mandato de Lula.

Amaral, contudo, aponta para um caminho de reaproximação entre as duas siglas, em um possível segundo turno da corrida presidencial, e converge com a opinião do ex-presidente ao apontar a identificação ideológica das duas legendas. “É fundamental lembrar que as eleições ocorrem em dois turnos e nos preparar para isso. Os partidos apresentam suas individualidades, sua identidade, e, no segundo turno, uma legenda deve fazer coligação com os mais próximos ideologicamente. É preciso deixar o caminho aberto para segundo turno”, raciocinou o vice-presidente do PSB.

Discurso ambíguo
Ao comentar o cenário da disputa que se desenha hoje, Lula avaliou que o PSDB terá “mais dificuldades” com o lançamento da candidatura do senador Aécio Neves (MG) ao Planalto do que teria, se optasse por lançar o nome de José Serra. “O Aécio vai ter que se tornar conhecido. O Serra já é conhecido, tem o recall de outras disputas”, ponderou Lula. O senador Aécio Neves não quis comentar a afirmação do ex-presidente.



O presidente estadual do PSDB-MG, Marcus Pestana, considerou “ambíguas” as declarações de Lula em relação às eleições do ano que vem. “No campo político, ele não colocou o pijama e foi para casa. Vai cuidar da cria. Ele é avalista. Mas sempre deixa a porta aberta. Nas entrelinhas, fica a possibilidade de voltar se as coisas degringolarem”, disse. O presidente estadual do PT-MG, Reginaldo Lopes, avalia o contrário. “Lula é das maiores lideranças vivas do mundo. Ele tem grande papel no Brasil e fora do país, portanto, está correto quando diz que não será candidato. A experiência dele à frente de um governo que eliminou a miséria pode ser replicada em vários países da América Latina e da África”, opinou Reginaldo Lopes.

Segundo Lopes, Dilma é a candidata do PT à reeleição. “Lula, que respeitou a democracia não aceitando mudanças na Constituição para permitir um terceiro mandato, sabe que Dilma tem dado respostas aos problemas do país”, afirmou. “Lula acabou com a miséria e Dilma agora elimina a desigualdade, criando uma sociedade do conhecimento, qualificando a mão de obra com base tecnológica. Ela também vai resolver os problemas de infraestrutura do país, destravando as obras de portos, rodovias e ferrovias. Esse é o desafio que está colocado e ela está indo muito bem”, acrescentou o petista.

Disputa no Recife
O senador Humberto Costa (PT-PE) confirmou que o ex-presidente Lula pediu para que ele desistisse de ser candidato à prefeitura do Recife nas eleições de 2012, mas relatou uma versão complementar à do seu aliado. “Em junho, com a mudança das circunstâncias (a briga interna no PT do Recife), ele e a Executiva Nacional do partido me apoiaram”, explicou Humberto. O senador saiu derrotado na disputa

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