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Uma nova cara para uma nova política


Descentralização do poder público, esta será uma das palavras que norteará a plataforma de atuação do vereador Ondumar Marabá, ex- secretário de Indústria e Comércio e candidato a deputado estadual do Partido Social Cristão (PSC). Ele destaca a importância de se descentralizar a administração pública, através da criação de subgovernadorias, ou seja, unidades descentralizadas nas regiões Norte, Sul e Oeste do Estado, que terão como principais objetivos a desburocratização e a aproximação do poder executivo, e de seus principais braços da população. A finalidade é desenvolver social e economicamente todas as regiões do Estado, desenvolvendo ações baseadas naquilo que fará verdadeiramente a diferença para a vida das pessoas.

Hoje, para que se tenha acesso a determinados tratamento de saúde, principalmente os de alta complexidade, como os de câncer, por exemplo, em alguns casos os pacientes têm que se deslocar às vezes mais de mil quilômetros, tornando inviável não só do ponto de vista logístico, como o custo que isso representa aos cofres públicos, pois os mesmos são oferecidos somente na capital, Salvador. Outra questão importante está relacionada à Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), órgão responsável por questões relacionadas a regularização fundiária, crédito rural, assistência técnica, questões ambientais também com sede em Salvador, e que deveria ter forte atuação no interior, principalmente na região Oeste, onde concentra-se um volume maior de atuação do agronegócio.

O verbo ‘empreender’ também deverá ser muito conjugado na administração dele; “minha gestão será baseada em políticas públicas voltadas ao empreendedorismo, dando ao povo aquilo que realmente faz-se necessário neste momento que o Estado atravessa”, afiança o candidato, que está implantando um conceito onde sai a política assistencialista e entra a política empreendedora; “a intenção é dar mais visibilidade e poder de competitividade, sobretudo às micro e pequenas empresas”, pontua. Para isso, ele apresentará um projeto inovador não só para a Bahia como no Brasil: a Escola de Empreendedores, que oferecerá uma formação de base eficaz para os empreendedores, evitando, dessa forma, a morte prematura de muitas empresas (em grande parte também gerada pela alta carga tributária incidente no país), criando um ambiente favorável para manutenção do emprego, aumentando a produtividade e, assim, promovendo um crescimento sustentável em cada região baiana. Em entrevista exclusiva ao Jornal Classe A, Ondumar Marabá, 50 anos, comerciante, casado e pai de três filhos, fala, ainda, sobre Educação, Segurança e o foco que compõe o perfil do novo político.


JORNAL CLASSE A – Como o senhor resume seus planos de metas e objetivos legislativos, se eleito?
Ondumar Marabá – Em duas palavras: descentralização e empreendedorismo. A partir do momento em que tivermos as subgovernadorias implantadas nas três regiões (Norte, Sul e Oeste), aproximaremos o poder público de toda a população, e assim, conseguiremos trabalhar de acordo com as reais necessidades de cada região, personalizando o atendimento à população e permitindo que todos possam ter uma melhora significativa em suas vidas. O empreendedorismo é peça chave para um Estado que almeja a sustentabilidade, precisamos melhorar as condições técnicas, proporcionar competitividade aos nossos empreendedores e então conseguiremos melhorar a performance das empresas.

JCA – Quando diz que uma palavra está atrelada a outra, o que se pode esperar?
Marabá – Principalmente com a desburocratização dos serviços públicos, que vai dar maior agilidade a processos que hoje levam meses, devido à distância em que determinadas regiões encontram-se da capital, o que inviabiliza uma série de investimentos que auxiliam no crescimento do Estado.

JCA – E qual seria o primeiro passo para a criação de novas empresas?
Marabá – A desburocratização vai permitir que os alvarás sanitários e ambientais sejam emitidos com mais agilidade, além, é claro, de criar condições técnicas para o desenvolvimento da principal matéria-prima responsável pelo sucesso de uma organização: o empreendedor.

JCA - Como o senhor vê a contribuição dessa fatia, digamos, relegada a segundo plano?
Marabá – Mais de 56% da mão de obra urbana, a grande contribuição mesmo, vem das micro e pequenas empresas, são elas que fomentam a economia local. Por isso pretendemos criar situações para que a comunidade não precise comprar fora. Ao contrário. A ideia é criar blocos regionais de consumo. Vejamos o exemplo de cidades que quando as grandes indústrias fecham a consequência é o desemprego, levando ao caos social. Ao contrário, nas pequenas empresas, todo o dinheiro arrecadado é investido na própria comunidade Estas empresas serão o alvo principal, sem, contudo, esquecer dos maiores empreendedores, que além de uma grande fonte de empregos, contribuem significativamente do ponto de vista tributário. Criaremos mecanismos de ampliação dos incentivos para que cada vez mais indústrias desse porte venham para a Bahia.

JCA – Como pretende materializar essa iniciativa?
Marabá - De algumas maneiras. A primeira delas será a criação da “Escola de Empreendedores” para que os pequenos empresários possam capacitar-se antes de abrir o negócio.  A maioria abre suas empresas sem possuir qualquer capacitação, que além da pesada carga tributária, esta é outra causa da mortalidade do empreendimento. Também buscar soluções para dar visibilidade a essas empresas, a exemplo da Felem, eventos, festivais gastronômicos e outros, para que elas tenham a oportunidade de mostrar seus produtos e serviços.

JCA –Educação...
Marabá – Vamos estar próximos da realidade do ensino em cada região do Estado. Precisamos desenvolver mecanismos para reduzir a evasão nas escolas, sobretudo as de ensino médio, que tem a missão de personificar o indivíduo e mostrar-lhe o caminho para o mercado de trabalho. Precisamos, ainda, trazer novas modalidades de cursos técnicos que estejam verdadeiramente adequados às características de cada região. Queremos, também, aumentar o número de Casas de Apoio aos Estudantes, para que cada vez mais jovens tenham acesso ao ensino superior nas cidades polo, o que hoje a maioria não consegue em função dos altos custos de moradia e alimentação.

JCA – Quais as metas mais importantes para a Saúde e a Segurança?
Marabá – Pretendemos destinar um percentual do orçamento do Estado às entidades filantrópicas sem fins lucrativos, com a finalidade de criar centros de tratamento para dependentes químicos, uma questão de saúde pública, tratando-os como doentes e não como pessoas que estão à margem da lei. Enquanto vereador, fiz uma indicação destinando 1% do orçamento municipal para essa finalidade, e uma vez eleito, quero levar uma proposta ao Estado nos mesmos moldes, e ampliar essa iniciativa. No que diz respeito à Segurança, vamos criar companhias independentes no sentido de aproximar o alto comando das regiões.

JCA –Fala-se muito no Cerrado, na Serra do Cipó...E para a região dos Vales, o senhor tem algum projeto?
Marabá – Não há como aplicar a tecnologia de ponta do Cerrado nos Vales dos rios Corrente, Grande, Formoso e outros. É preciso uma política específica para desenvolver economicamente essa região. Qual seria? Privilegiar a agricultura familiar, investindo na criação de cooperativas de comercialização, que é o grande gargalo, bem como na infraestrutura e logística. O projeto de produção de bananas em Bom Jesus da Lapa é um bom exemplo de como a agricultura familiar, bem conduzida, dá certo. E dá lucro. Também estimular a implantação de pequenas indústrias de manufatura, criar estações de turismo para que haja um aproveitamento sustentável dos recursos naturais e qualificar a mão de obra. Também existe a necessidade de levarmos uma universidade para tecnificar a população, trazendo conhecimento técnico e, assim, possibilitando que as famílias possam ter sustentabilidade, evitando também, a mudança dessas pessoas para outras regiões.

JCA –Uma última pergunta: o que falta aos políticos de hoje?
Marabá – Primeiramente, não perder o foco. O político deve legislar não de acordo com aquilo que é viável para a sua vida, mas deve estar convicto de que faz política em benefício da coletividade.  Existem dois caminhos na política: ou ajudamos a fazê-la, ou seremos meros expectadores, sofrendo suas consequências, sejam elas quais forem.

  Fonte: Jornal Classe A

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