O senador Renan Calheiros alterou o sentido de uma decisão do STF para justificar a criação de uma "CPI combo" da Petrobras. No entanto, o parecer do senador foi contestado por ex-ministros do Supremo Tribunal Federal. É que ao defender sua posição favorável à investigação, na CPI, de vários fatos desconexos, o presidente do Senado disse que um habeas corpus concedido pelo Supremo na década de 90 "pacificou" o entendimento da Corte de que "novos fatos determinados podem ser incorporados ao rol inicial" dos pedidos de CPIs.
"Não, eu nunca disse isso", reagiu Brossard, ex-ministro do STF. "Uma das ideias centrais da CPI é justamente que a investigação deve recair sobre um fato certo. Não pode ser sobre dois, três, quatro temas. De forma alguma!". A comparação da frase de Renan com o texto original - do então ministro Paulo Brossard - revela que a frase citada por Renan foi editada e seu contexto alterado.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Brossard ressaltou que a Corte entendeu que não se pode incluir novos fatos no pedido inicial da CPI. Tal acréscimo, se houvesse fatos ligados, só poderia ocorrer no curso de uma investigação

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